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Òrìṣà descomplicado!

Atualizado: 5 de set. de 2020


A energia que nos move, sentimos, seja ela de onde for, podemos chamar de Òrìṣà. Seres humanos se movem através de alguma energia, as coisas se transformam através de alguma energia. Òrìṣà é isso, energia natural, a pura energia da natureza.

Se misturarmos as diversas personalidades que o ser humano possui com estas energias conseguiremos entender mais ainda os Òrìṣàs.


Alguns dizem que Òrìṣà é coisa ruim, mas veja só. Você é feito de energia e também destas personalidades assim como a natureza, está tudo dentro de você, de seu coração e cabeça. Não é algo que você escolhe ter ou não. Você é feito de Òrìṣà, elemento vivo da Criação do Deus Supremo. A água que compõe seu corpo chamamos de Ọ̀ṣun, assim como a água que nos acolhe no útero e lá nos forma e nos alimenta.


A água é Ọ̀ṣun!

Outro exemplo para descomplicar o que preconceituosos complicam é que quando vamos à praia, olhamos para o mar, vemos a grandeza de Deus e sentimos toda energia que aquela imensidão nos devolve através do nosso olhar de admiração, chamamos esse sentimento de Yemja (Mãe dos filhos peixes). Essa energia imensa que acolhe, abraça, encanta, põe medo, mostra seu respeito como uma mãe, esse mar que o Criador nos empresta para nos banharmos, pra termos a sensação de limpeza, de cura e paz é a verdadeira, inigualável e inestimável presença deste Òrìṣà, expandido após o curso natural de sua origem, o rio.


Se ela é uma sereia (como Yemja é representada em diversas esculturas pelos Yorùbás) não me cabe aqui afirmar ou discordar, só sei que nunca a vi assim. Entretanto dizer que nunca a senti é mentira, pois até o mais incrédulo sente as mesmas sensações ao olhar para o “palácio de Olókun”, o oceano.

A diferença do incrédulo e de nós, devotos dos Òrìṣàs, é que damos um nome a todas estas sensações e energias em suas diversas vertentes da cultura africana. E encontramos no culto da natureza uma filosofia honesta para viver a própria Criação do Deus Supremo em nossas vidas.

O dábọ̀ àti mo dúpẹ́ ẹ!

(Até logo e agradeço!)

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